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PSP ESTÚDIO NA MATÉRIA DO BLOG DA SANTO ANGELO – JINGLES POLÍTICOS

1 de novembro de 2016 • By

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Com muita alegria que o PSP ESTÚDIO pode participar de uma matéria dos nossos parceiros da santo angelo.

O tema da matéria é sobre jingles políticos e da várias dicas super legais para quem quer ingressar nesse mercado.

O texto foi escrito pelo querido Danilo Souza gerente de Marketing da santo angelo e teve uma participação de Paulo Pollon falando um pouco sobre as experiências no mercado.

O link com a matéria completa:

http://blog.santoangelo.com.br/jingles-politicos-posicionamento-ou-trabalho/

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EVITANDO CRISES DE CRIATIVIDADE

1 de junho de 2016 • By

São muitas as ocasiões onde precisamos ser criativos e não conseguimos nada. Seja para compor uma música, fazer um solo para guitarra, escrever a letra da sua canção ou o marketing da sua banda. E o que é pior, no final bate aquele sentimento de impotência e/ou frustração. Para evitar toda essa situação, segue abaixo algumas dicas rápidas para seu cérebro estar sempre em boa forma.

  • Saia da sua zona de conforto

Faça coisas que você não tem o costume de fazer. Atividades que você seja obrigado a pensar mais do que as que estão na sua rotina. Por exemplo, você só compõe na guitarra, tente compor em outro instrumento. Isso ajuda a manter o cérebro sempre ativo. Não se acomode com a rotina.

  • Saia e respire

O músico precisa saber o que está acontecendo no mundo e ao seu arredor. Grandes letras e composições vêm dai. Por exemplo, uma simples conversa com amigos, assistir um filme, ir ao teatro, etc, podem auxiliar bastante em crises de criatividade. Mesmo que não seja na sua área, uma pequena informação adquirida pode ser um gancho para algo maior. Portanto esteja aberto a ouvir e entender o que as pessoas ao seu redor estão lhe dizendo e fazendo, ou seja, faça parte do mundo em que vive.

  • Livre-se de todas as distrações

Vai escrever a melodia ou a letra da sua música? Desligue a música, saia do facebook, afaste-se da namorada, mãe, sobrinho, amigo, gato, cachorro, passarinho etc … hehe… Encontre um local onde você possa trabalhar sem atrapalhar ninguém e que você não seja atrapalhado de maneira alguma. Existem pessoas que conseguem realmente fazer muitas atividades ao mesmo tempo, mas isso é de cada um.

  • Procure uma referência

Na natureza nada se cria tudo se transforma. Acho super válido o conceito, pois a transformação pode se tornar uma criação. Quando trabalhar em um projeto ou ideia pesquise se alguém já fez, ou se fez parecido. Se já fez, o que você pode acrescentar de inovador? E como essa pessoa fez?  Se ninguém fez, busque estruturar para executar.

Um exemplo legal é a famosa música ‘Blackbird’ de Paul Mc Cartney que foi retirada da peça ‘Bourree’ para alaúde de Johann Sebastian Bach.

  • Busque estruturar para executar

Ideias que só ficam na sua mente, não são ideias. Na verdade não são nada se você não mostrar ao mundo. É muito complicado fazer um sonho virar realidade, às vezes o processo é lento, mas você precisa agir. Organize sua mente e pense o que é necessário para isso acontecer.  Enumere etapas e metas.

  • Estipule datas de entrega

Dê um compromisso para sua mente, o cérebro trabalha bem sobre pressão. Isso ajuda a ser mais claro e objetivo com os pensamentos. Não fique floreando muito, pois você tem data de entrega.

  • Faça esboços

Faça um rascunho da sua ideia. Se, por exemplo, for uma música que você compôs, grave uma guia simples no celular só para escutar e lembrar. Não fique esmerando detalhes, é apenas um esboço.

  • Guarde todas as etapas

Com essas guias feitas no celular, monte uma espécie de uma biblioteca, onde você possa arquivar tudo. Passados alguns meses volte e escute tudo que está nela. Assim você pode descobrir coisas que você achava que estava ruim, mas na real estavam boas.

  • Faça atividades físicas

Parece bobeira, mas atividade física dá um gás na criatividade, pois ajuda a oxigenar o cérebro.

  • Tenha paciência

Se por exemplo, uma letra da sua música não tá saindo, não adianta insistir. Vai fazer outra coisa, distraia sua mente. Em outro momento você retoma a ideia.

Se mesmo na retomada não rolar, não se frustre. Tente fazer aos poucos, trabalhe por partes diariamente. Talvez demore um pouco mais do que o planejado, mas você chega lá, é só ter paciência.

Escrito por Paulo Pollon (Músico, Empreendedor, Produtor e Proprietário do PSP ESTÚDIO)

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PRENSAGEM OU DUPLICAÇÃO?

26 de janeiro de 2016 • By

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Sabendo a enorme quantidade de dúvidas sobre ambos, decidimos tentar explicar de modo objetivo e “enxugado” , o que diferencia cada procedimento.

Muitos se perguntam “prensagem ou duplicação?” quando mandam seu projeto para a fábrica. A partir daí, surgem várias dúvidas, mas afinal, qual a diferença desses dois métodos?

Após a masterização, que é o processo de criar uma “matriz”, o CD é mandado para a fábrica.

A prensagem é o processo de fabricar um CD a partir da matriz. Eles usam neste procedimento uma injeção de policarbonato que possibilita a melhor e mais segura gravação dos dados da matriz para o CD. Nesse processo a probabilidade de erro é quase zero.

A duplicação é o processo de duplicar a matriz digitalmente para um CD-R virgem, ou seja, uma cópia digitalizada, por isso  nesse processo a probabilidade de erro é maior.

Mas qual desses processos devo usar?

A prensagem é indicada para grandes tiragens e para ser destinado à venda.

Já a duplicação é usada para baixas tiragens ou tiragens de demonstração/ divulgação não devendo ser destinado à venda. Muitas lojas físicas de CD’s não aceitam CD’s duplicados por conta da probabilidade de erros nas mídias.

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Escrito por Tiago Pollon

(Produtor musical, Multi-instrumentista,

Empreendedor e Proprietário do PSP ESTÚDIO)

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10 DICAS PARA COMPOSITORES DE PRIMEIRA VIAGEM

22 de dezembro de 2015 • By

Existem composições que falam por si só. Às vezes elas são tão boas que não importa a produção, o arranjo ou quem a reproduz, a música sempre será incrível.

A produção musical muitas vezes faz milagres, mas chega um ponto em que ela acaba se limitando por conta de uma composição falha, e muitas vezes o melhor seria recompor a música. Não estou dizendo que existe uma regra, mas que não adianta pegar uma música ruim e “enfeitar”, senão fica apenas uma música ruim “enfeitada”. Por isso segue algumas dicas para você que está começando a compor, poder obter melhor resultado com a sua arte e cativar seu público.

  • Varie levadas, andamentos e velocidades

Se você sempre compõe em 4/4, faça uma música em 6/8 ou ¾. Um Shuffle, *tercinas, apesar de parecer blues ou valsa tente trazer para sua proposta artística.

Brinque com o tempo e andamento das músicas, por exemplo: o riff é em **colcheias, toque em ***semicolcheias ou apenas toque mais rápido ou mais lento.

*indica o uso de três notas por tempo.

**Figura de ritmo que indica duas notas por tempo.

***Figura de ritmo que indica 4 notas por tempo.

  • Componha em instrumentos diferentes

Compus um riff de guitarra, mas e se eu testa-lo no baixo? Ou de repente fizer a harmonia no piano ao em vez da guitarra. Ás vezes a guitarra acaba sendo um pouco limitada em questão de desenhos harmônicos, no piano você tem mais notas e regiões mais simplificadas. Sem falar da alteração de timbre de cada instrumento que pode dinamizar a música.

  • Mexa na estrutura

Compositores de primeira viagem acabam sempre repetindo a estrutura de suas músicas: Intro, refrão, parte A, parte B, Refrão, volta pra intro parte A, parte B, final, etc.

Reinvente…

Comece com o refrão instrumental, mais pra frente, insira uma parte c (parte totalmente diferente na música), coloque um solo e na hora, mude a harmonia para esse instrumento solar. Trabalhe bem as repetições de cada parte, o mais convencional é sempre de 8 em 8 compassos, mas não é regra.

  • Module

Modulação convencional sempre dá dinâmica e engrandece a música, sendo meio, um ou 2 tons. Só tome cuidado, pois é um recurso bastante sensível.  Use em uma repetição do refrão ou nas partes finais da música.

  • Mude seu método

Varie a ordem de composição. Ao em vezes de começar pela melodia, comece com a letra. Ao em vezes de começar pela harmonia comece com a melodia e vice-versa.

  • Faça uma música instrumental

Às vezes a letra não ta saindo, mas tenho uma melodia boa que está guardada, use-a para um instrumental e procure trabalhar bem em termos de arranjos e estrutura musical. Em um instrumental é sempre legal todos os instrumentos falarem um pouco, mas tudo na hora certa, senão vira bagunça.

  • Temática

Compositores de primeira viagem sempre acabam compondo 10 músicas com o mesmo tema.

É certo que cada perfil artístico tem uma temática certa, mas não é regra. Boas letras estão no cotidiano, o compositor e o músico devem saber o que está acontecendo no mundo.

  • Crie um personagem nas letras ou fale em segunda pessoa

Crie uma forma de não falar necessariamente de você. Crie um eu lírico nas suas letras, um personagem que terá tais características e fará determinadas coisas.

  • Componha outros estilos

Se você toca rock, vale o teste de encaixar em um trecho da sua música um reggae ou misturar alguns sons eletrônicos, mesmo que seja apenas por aprendizado.

  • Componha para outros artistas

Imagine um artista e tente escrever uma música onde ele iria cantar. Isso é sem dúvida um grande laboratório.

Escrito por Paulo Pollon (Músico, Empreendedor, Produtor e Proprietário do PSP ESTÚDIO)

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COMO TORNAR SEU ENSAIO MAIS PRODUTIVO

18 de outubro de 2015 • By

FAZER UMA PREPARAÇÃO ANTES DO ENSAIO

– Selecionar o repertório de acordo com as capacidades de cada integrante

– Tirar as músicas com atenção.

– Checar as tonalidades das músicas com os músicos via e-mail, telefone

– Pessoal da harmonia, se possível reunir-se em casa mesmo, antes do ensaio para acerto de palhetadas, afinações, convenções, estrutura e repetição de partes, etc.

LOCAL DE ENSAIO

Prefira sempre ensaios em estúdios, pois você pode usufruir de equipamentos e estrutura de qualidade a valores acessíveis. Se mesmo assim o fator financeiro estiver limitado fazer alguns ensaios em casa em um fim de semana pode ser uma boa. Durante esses ensaios trabalhe aspectos menores e depois, em estúdio, passe todo o repertório de uma vez só.

Ás vezes os integrantes da banda só podem realmente ensaiar em horários mais noturnos, dessa maneira o estúdio é a única alternativa, mas não precisa ser toda semana, pode ser quinzenalmente ou mensalmente, tudo depende do ritmo da banda.

PROGRAMANDO SUA PEDALEIRA

Acontece muito de o pessoal ficar horas em casa acertando os volumes e timbre da pedaleira e quando chega no estúdio não tem nada a ver com ele tinha feito.

Isso ocorre porque o ouvido humano percebe as coisas diferentes a cada volume.

A relação é o seguinte: Mais volume – Mais agudo e grave; Menos volume – Menos agudo e grave

Ou seja, quando você chega ao ensaio aquele suposto grave e/ou agudo que você colocou em casa começa a incomodar, porque o volume no estúdio é muito mais alto devido ao tamanho e potência das caixas.

A solução: Trabalhe num som próximo do que você quer chegar, faça um básico em casa. E tenha em mente que quando chegar ao estúdio vai soar diferente e um ajuste rápido deverá ser feito, isso pra quem tem pedais individuais. As pedaleiras digitais de hoje tem o recurso de salvar suas configurações, sugiro uma configuração para o seu amp, uma configuração mediana e uma configuração para amplificadores maiores.

REGULE SEU INSTRUMENTO COM A BANDA

Acertar o timbre da sua guitarra em separado é uma coisa, mas quando entra a banda, muda muito. Acerte o volume da sua guitarra em relação aos outros instrumentos e não deixe de lado o timbre.  Para isso é bom começar o ensaio com uma música que seja mais simples ou que esteja mais no dedo, isso facilita a passagem inicial e já vai aquecendo. Deixe as músicas mais complicadas por último.

VOLUMES NO ENSAIO

Por mais baixo que o baterista toque, sempre soa alto, por isso tomar muito cuidado para não dar inicio a uma competição de volumes entre os músicos. Senão tudo fica extremamente alto que ninguém escuta mais nada e o ensaio não rende.

PROTEÇÃO AUDITIVA

Mesmo perdendo agudos e graves o protetor auricular evita danos irreversíveis a sua audição. Se você busca uma resposta de frequência mais flat, existem protetores que trabalham dessa forma, custam mais caro, mas se você quer melhorar de fato sua referência no ensaio, vale a pena. Mas lembre-se o melhor protetor é aquele que você usa constantemente.

CLICK NO ENSAIO

Você não precisa usá-lo sempre. Muitos dizem que mata o sentimento da música, o que não é mentira, por isso só recomendo quando a banda utiliza bases pré-gravadas em shows. Se você nunca tocou com metrônomo, nada de “experimentar” no ensaio!!! O estudo com click começa em casa!!

REPETIÇÃO

Trechos problemáticos devem ser repetidos várias vezes com todos da banda. Comece em um andamento mais lento e aumente gradativamente. Não tenha vergonha em pedir para dar mais uma passada, o importante é ficar redondo.

CUIDADO COM VISITAS NOS ENSAIOS

O ensaio é um momento muito intimo da banda, pois estão acertando erros de tempos, convenções, harmonias e outros detalhes. Para isso a comunicação tem que ser o mais livre possível, por exemplo, o baixista virar para o baterista e dizer que ele está acelerando em algumas partes ou que alguém está errando em um determinado trecho ou que o volume da guitarra está muito alto… Essas coisas têm que fluir o mais natural possível. Quem está de fora não tem a plena visão do que está se passando de fato, isso pode proporcionar um clima tenso para todos. Por isso, visitas nos ensaios somente com datas marcadas e quando o repertório já está mais no dedo.

COMPROMISSO, SERIEDADE, PACIÊNCIA E RESPEITO

Se o ensaio está marcado às 16h, chegue 10 minutos antes ou no horário certo.

Seja paciente, as coisas vão fluindo de acordo com o esforço de cada um.

Se você não levar a sério o seu trabalho, ninguém mais levará.

E respeito… Bom, nem preciso dizer, seus companheiros de banda são praticamente sua segunda família, você precisa deles.

Escrito por Paulo Pollon (Músico, empreendedor, Produtor e fundador do PSP ESTÚDIO)

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SAIBA COMO SE PREPARAR PARA UMA GRAVAÇÃO

5 de setembro de 2015 • By

Muitos artistas acabam não dando muita atenção ou importância para detalhes antes e/ou durante a gravação por conta de indisciplina, excesso de confiança ou falta de estudo e acabam se deparando com a famosa “síndrome do rec”. A partir do momento em que o técnico ou o produtor fala “gravando” todo mundo trava, mesmo aqueles que estão mais preparados. Com muitos, pode até não ocorrer, mas por falta de preparo a gravação não foi tão produtiva ou deixou a desejar. Segue algumas dicas, para não fazer feio na gravação.

Estude muito as músicas

Nunca estudar de última hora, sempre se planejar para estudar um pouco diariamente.

Estude-as de uma forma desencanada, não coloque a pressão da gravação na sua cabeça.

Estudos com metrônomos só são validos se a banda ou o produtor ou o próprio estúdio, decidiram usá-lo.

Traga seus instrumentos em bom estado

Guitarras desreguladas, violões trastejando, baixos faltando cordas, baterias com peles furadas, só atrapalham o bom fluxo da gravação.  Se for o caso, alugue. Existem estúdios que já deixam instrumentos para isso a valores acessíveis.

Crie um cronograma para a sessão

Muitos gostam de começar pelas músicas mais difíceis e deixar as mais fácies para o final e/ou vice versa. Isso é questão de gosto, particularmente gosto de começar pelas fáceis para ir aquecendo, isso também acaba me confortando com relação quantidade/tempo e renova a confiança do músico. “Puxa, já fiz todas essas?”

Alimentação

Um dia antes não coma alimentos muito pesados ou ingira muito álcool. Se a sessão de gravação for muito extensa coma coisas leves e tome um pouco de água, para isso faça pequenas pausas. Se você é vocalista água é imprescindível e se você é baterista precisa ter algo do seu lado que dê mais sustância.

Venha com a cabeça limpa, mantenha sua mente focada com pensamentos positivos

Pode parecer estranho, mas 1 ou 2 dias antes procure se isolar um pouco, para que não haja interferência da sua vida pessoal. Fique perto da banda, como se fosse um time de futebol se preparando para o jogo. Mantenha-se focado, concentrado.

Nada de inventar na hora da gravação

Músicos que não se prepararam ou simplesmente não estudaram da melhor forma possível, acabam inventando novos arranjos de última hora. Isso pode ser muito arriscado, pois acabam perdendo muito tempo com testes inesperados e talvez determinadas ideias nem entrem na música. Lembre-se, tempo é dinheiro, portanto faça uma pré-produção das músicas com seu produtor e defina todos os arranjos de todos os instrumentos com a sua banda para não acontecer imprevistos.

Manter o bom relacionamento com todos

Manter o bom relacionamento com os técnicos, músicos e produtores ao seu redor é sempre favorável, pois facilita a criar um clima descontraído e divertido no estúdio. Se seu companheiro de banda não está conseguindo tocar por algum motivo, ajude-o a chegar à solução. Se você está com alguma dificuldade, não fique nervoso ou irritado, isso tira o foco.  Evite brigas, pois, isso pode acabar com a sessão da gravação.

Se o estúdio teve algum problema técnico tenha paciência, problemas acontecem.

Não se preocupe com erros durante a gravação

Não fique preocupado com a nota que você errou ou deixou de fazer lá atrás, continue o restante da música. Com as novas tecnologias refazer apenas uma nota ou um acorde é muito simples. Se você errou e já quiser refazer, também não tem problema, é tudo questão de conversar.

Travei!! E agora?

Sempre tem algum momento da gravação em que acabamos parando em um determinado trecho e simplesmente travamos isso não se pode prever ou evitar.

Quando isso acontecer, respire, toque um pouco sozinho, peça ajuda para seus companheiros e/ou produtor e se necessário faça um intervalo. Lembre-se, você estudou as músicas e sabe o que tem que ser feito. Pensamentos assim dão base para uma renovada confiança e otimismo. Lembre-se também que todos ali estão juntos nessa jornada, portanto sentimentos de impotência passam longe.

Divirta-se

Música é sentimento, alegria, emoção e diversão, portanto durante a gravação não fique tenso, relaxe e sinta a música crescer e ganhar corpo conforme você toca e grava. Lembre-se que quando você grava o sentimento acompanha as notas.

Escrito por Paulo Pollon (Músico, empreendedor, Produtor e fundador do PSP ESTÚDIO)

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10 DICAS PARA SE TORNAR UM BOM MÚSICO

21 de julho de 2015 • By

Monte um bom lugar para estudos

Ele não precisa ter uma acústica instalada, basta apenas estar organizado e limpo. Mantenha seus instrumentos montados e prontos para o estudo, cabos em ordem, fones de ouvidos, computador, livros, etc. Tem que ser prático e de fácil acesso.

No caso da bateria tente arrumar um lugar no fundo de sua casa e coloque alguns cobertores velhos e algumas espumas nos cantos para tentar amenizar o barulho, se morar em apartamento recomendo baterias eletrônicas.

Se mesmo assim o barulho incomodar o pessoal ao redor, estude com a guitarra ou baixo desligado ou use um bom fone de ouvido. No caso da bateria estude rudimentos ou coisas menores que só trabalhem a função motora (como o air drum hehe), deixe para fazer barulho de repente em um fim de semana ou outro dia mais calmo. Lembre-se que o importante é um local onde ninguém te atrapalhe e onde você não atrapalhe ninguém.

Mantenha seu instrumento em dia

Cordas novas na guitarra ou baixo sempre dão uma sensação de renovação do som. A limpeza dos instrumentos também é uma coisa importante, assim como manutenções preventivas e corretivas. Se o seu instrumento vive quebrado isso pode retardar o seu desempenho nos estudos.

Faça um cronograma de estudos

Estude música todos os dias, tente ter uma vivência musical diária, vale tudo, portanto dedique no mínimo de 1 a 3 horas do seu dia para estudar.

Não trabalhe só no repertório, estude diferentes técnicas para diferentes estilos musicais. Quando se deparar com uma técnica mais ousada pratique-a com mais meticulosidade e em andamentos mais lentos. Após algum tempo tente encontrar diferentes músicas onde você possa aplicar esse conceito e fixar a técnica de uma vez por todas.

Para não enjoar dos estudos, varie um pouco as aplicações, por exemplo: 1 hora de técnicas, 1 hora para novas técnicas ou exercícios e 1 hora para repertório. Note que deixar a parte do repertório por último é uma boa pedida, pois você já está mais aquecido e acaba sendo como um relaxamento ou incentivo para atividades posteriores.

Se por acaso você não conseguir dispor nem 30 minutos do seu dia para os estudos, não há nenhum problema, tente fazer pelo menos 10 ou 15 minutos, mas selecione um estudo específico ou toque uma música que goste muito.  Mantenha-se sempre focado, mais vale 10 ou 15 minutos superprodutivos do que de repente 2 ou 3 horas disperso.

Use o metrônomo

Muitas pessoas tem receio de usar o metrônomo, pois alegam prejudicar a interpretação. Isso realmente é uma verdade, mas como estudo, acho muito valido, mesmo que seja pouco, para deixar mais firme a execução e dar mais segurança ao artista.

É somente com ele que você vai saber se suas notas estão oscilando, se você está tocando no andamento correto ou se você está acelerando ou desacelerando demais durante a música. Vícios que às vezes não percebemos que estamos desenvolvendo.

 Procure diversas fontes de estudos

Hoje em dia, informação e conteúdo estão bem acessíveis. Sites explicativos, vídeo aulas do youtube, sites específicos de música, baixar métodos de música na internet, etc.

Aulas particulares são muito bem vindas. Se a grana é curta faça de 15 em 15 dias ou 1 vez ao mês. Procure um professor que te passa confiança e que realmente saiba ensinar. Nunca confunda virtuosismo com didática.

Conheça sobre os acessórios para seu instrumento

Eles vêm para auxiliar, facilitar e até melhorar o som. Correias, cordas, peles, baquetas, palhetas, etc. Saber a melhor pele que se encaixa com sua bateria ou a corda que deixa sua guitarra com mais brilho ou que traz mais graves para o seu baixo pode ser um atalho para um som melhor.

Existem muitas revistas especializadas que trazem esses conceitos ou até mesmo na internet é fácil encontrar tais informações. Rolar um papo com seu luthier pode ser também uma forma de agregar som ao seu instrumento.

Fique antenado na tecnologia

Saber do instrumento não é apenas saber tocar, você precisa conhecer a tecnologia a sua disposição e o que está no mercado. A variedade é grande, portanto comece estudando o que você tem para tirar o máximo proveito. Parece bobeira, mas tem muita gente que tem uma técnica excepcional e não sabe onde plugar os cabos.

Novas tendências surgem todos os dias, novos efeitos para seu teclado que podem ser baixados pela internet, novos pedais de guitarra, microfones com melhor desempenho para vocalistas, etc.

Grave você mesmo

Com um gravador simples do seu computador ou do seu celular, tente gravar um vídeo com áudio e imagine-se em um show pra valer. Depois avalie sua performance e execução musical.

Toque com outros músicos

Melhora suas técnicas, desenvolve sua musicalidade e cresce o seu “feeling”. Isso pra não falar do trabalho em grupo, porque em uma banda o mais importante é o time, a qualidade da música é consequência.

Ouça muita música.

Não importa o estilo. Se você é de fato um apaixonado por música vai começar mais e mais a desejar ouvir para tocar. Conheça novas vertentes.

Escrito por Paulo Pollon (Músico, Empreendedor, Produtor e Proprietário do PSP ESTÚDIO)

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Quem é Quem na Música

7 de julho de 2015 • By

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Quando ouvimos uma música na rádio, muitas vezes não nos damos conta de que existe toda uma equipe por trás dela.

São muitos os operários da música, saiba um pouco de cada função abaixo:

Compositor: A música nasce a partir dessa pessoa que teve a criatividade de criar melodias e/ou letras. Existem aqueles que compõem apenas letras, esses são os letristas.

Arranjador: O arranjador escolherá a instrumentação adequada para a composição e cria o que cada instrumento deve fazer.

Orquestrador: É um arranjador especializado em instrumentos de orquestra.

Maestro: Ele é quem vai comandar a orquestra e fazer todos tocarem juntos e de acordo com o que o orquestrador escreveu.

Músico: É aquele que vai tocar os instrumentos que serão gravados de acordo com o que o arranjador/orquestrador escreveu, sob a direção do produtor musical ou maestro. Muitas vezes uma banda contrata músicos adicionais, como músicos de orquestra, saxofonista, percussionista entre outros.

Intérprete: Também chamado de artista, é o encarregado de dar emoção e interpretação única, à música composta. Normalmente essa função fica a cargo do solista como a voz ou qualquer outro instrumento solo caso for música instrumental.

Engenheiro de áudio: Divide-se em:

Engenheiro de gravação: É aquele que vai gravar todos os músicos.

Engenheiro de mixagem: Vai organizar a gravação, equalizar, comprimir e colocar cada instrumento em seu volume ideal.

Engenheiro de Masterização: é o responsável por finalizar a música, dando acabamento final e fazendo a versão matriz para a prensagem em CD, Vinil ou versões digitais.

Produtor Musical: Vai dirigir e supervisionar o trabalho do arranjador, orquestrador, músicos, interprete e engenheiros de áudio. Para certificar que tudo está saindo como o planejado e dentro do orçamento estipulado.

Empresário: é o investidor e financiador do projeto, ele também é quem fará contato com as gravadoras e cuidará da agenda de shows.

Gravadora: É responsável pela divulgação e distribuição da música.

É claro que existe a possibilidade da soma de cargos, por exemplo, o interprete pode compor suas próprias músicas e gravar vários instrumentos ou até mesmo assumir a produção musical.

Nos artistas independentes isso é levado muitas vezes ao extremo, onde o próprio gerencia a sua carreira fazendo a agenda de shows, divulgação e distribuição de seus trabalhos.

Por Tiago Pollon –  Produtor musical e Proprietário do PSP Estúdio.